Dia 17 de outubro de 1945 marca o nascimento da política de massas na América Latina. Neste dia, organizados por Eva Perón, a Evita, centenas de milhares de trabalhadores argentinos postaram-se à frente da Casa Rosada (o palácio presidencial argentino) para exigir a libertação de seu líder, o coronel Juan Domingo Perón, preso dias antes pelo governo militar a que servia como secretário do trabalho, mas temeroso das fortes ligações de Perón com os “descamisados” .
Perón foi libertado e aí nasceu um mito, ainda hoje adorado por milhões de argentinos. Foi eleito presidente por três vezes e seu primeiro governo deu a luz a outro mito, muito mais intenso: o de Evita, responsável pela execução da política assistencialista que tanta saudades dá nos argentinos mais humildes.
Ambos sabiam como ninguém manipular, para bem ou para mal, as novas massas urbanas que estavam sendo incluídas na História.
As imagens acima ocorreram na mesma data, 11 de setembro, embora separadas por 28 anos. A primeira, mostra o palácio presidencial chileno, o “La Moneda”, sendo bombardeado no golpe de 1973, pouco antes do presidente Salvador Allende ser assassinado pelos militares. A segunda, um dos maiores ícones de nosso tempo, as explosões das torres gêmeas em Nova York, antes de milhares de inocentes que cuidavam de suas vidas serem soterrados. Em ambos os 11 de setembro mães e pais perderam seus filhos, crianças ficaram órfãs, alguém perdeu algum ente querido e sonhos foram desfeitos. Em ambos, o governo dos Estados Unidos esteve de alguma forma envolvido…
O link abaixo lembra um pouco o 11 de setembro de 1973, já que o de 2001 ainda está na lembrança.
Diante dos insistentes pedidos dos alunos das 3ªs Humanas, segue a lista de músicas utilizadas nas aulas sobre os contextos norte-americano e europeu das décadas de 1950 e 1960.
EUA
Música
Artista
1
Hoochie Coochie Man
Muddy Waters
2
Hound Dog
Elvis Presley
3
Roll Over Beethoven
Chuck Berry
4
Get Ready
The Temptations
5
Nowhere To Run
Matha & The Vandellas
6
Surf in USA
The Beach Boys
7
Surf City
Jean & Dean
8
Twist and Shout
The Beatles
9
Norwegian Wood
The Beatles
10
Wild Mountain Thyme
The Byrds
11
She Said, She Said
The Beatles
12
Are You Experienced?
Jimmy Hendrix Experience
13
Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band
The Beatles
14
Like a Rolling Stone
Bob Dylan
15
Volunteers
Jefferson Airplane
16
Star Spangled Banner
Jimmy Hendrix
Europa
Música
Artista
1
She Loves You
The Beatles
2
Satisfaction
The Rolling Stones
3
My Generation
The Who
4
Lady Jane
The Rolling Stones
5
A Quick One
The Who
6
Interestellar Overdrive
Pink Floyd
7
Cat’s Squirrel
Cream
8
Waterloo Sunset
The Kinks
9
Revolution
The Beatles
10
Street Fighting Man
The Rolling Stones
11
Let it Be
The Beatles
Estas músicas guardam uma relação muito grande com o momento em que foram criadas, contando um pouco da História do período. Muitas delas foram lançadas em vários álbuns ou em álbuns coletivos ao longo das décadas que nos separam daquele período. Então boa ‘caçada’ e bom divertimento!
Após vencer os terríveis nazistas em Berlim, em uma batalha de (apenas) quatro horas de duração no “Battlefield 1942″, o Vithor da 3B3 (também conhecido como Pônei) conseguiu inspiração* para fazer uma reflexão que eu achei bem aporpriada.
“Ao se refletirmos sobre a importância dos grandes líderes na História, deve-se levar em conta personalidades como Napoleão, Martin Luther King ,Gandhi, Hitler, Nelson Mandela e, até mesmo, no próprio Lula. Pode-se concluir que todos eles tinham algo em comum: o poder da oratória. Levando em conta todo o contexto histórico em que se inseriram essas grandes personalidades, é possível afirmar que todas elas traziam ao povo a segurança em seus discursos. Segurança ao que se refere de lutar por algo. Por exemplo: Martin Luther King, ao presentear a humanidade com o discurso “I have a dream”, não só defendeu os direitos dos negros, a igualdade entre as “raças” e tudo mais, mas também deixou claro, a todo negro que se sentia intimidado pelo tratamento recebido por parte dos brancos, que ele não estava sozinho na luta por um mundo mais justo. Até mesmo Hitler, que mais do que um fascista imoral, foi um tirano com seu próprio povo “Ariano”, fez grande parte da Alemanha renunciar aos seus direitos e achar que aquilo que ele fazia era o melhor para todos. Querendo ou não, convencer toda uma nação de que dar sua vida por um ideal furado como o Nazismo, não é tarefa fácil… Mas os alemães tinham segurança no discurso daquele homem. Ou seja, certo ou errado, o povo sempre procura em seus líderes a segurança de que tudo pode ser melhor. Então cabe a pergunta, até quando isso pode ser saudável para a humanidade? Será que sempre irão surgir Mandelas, Kings e Gandhis? Ou estão por vir outros Hitlers ou Mussolinis?”
(*Bem, em verdade a inspiração do Vithor partiu da aula que tivemos sobre a luta dos negros nos Estados Unidos por seus direitos civis , o que me deixa com uma agradável sensação de dever cumprido.)
Quando Jânio Quadros renunciou ao cargo de presidente, no dia 25 de agosto de 1961, jogou o país numa crise política, militar e institucional. Os ministros militares, ecoando a vontade de boa parte das lideranças das forças armadas, não aceitavam a posse de João Goulart, que, quando ocorreu a renúncia de Jânio, estava em visita oficial a China Comunista. A resistência ao golpe veio do sul. O governador Leonel Brizola, amparado pela população gaúcha e pelo comandante do III exército, sediado em Porto Alegre, general Machado Lopes, por 14 dias, lideraram o movimento conhecido como Rede ou Campanha da Legalidade. Transmitindo do porão da sede do palácio do governo do Rio Grande do Sul para uma vasta rede de emissoras de rádio, assim Brizola se pronunciou no dia 27 de agosto de 1961. “O Governo do Estado do Rio Grande do Sul cumpre o dever de assumir o papel que lhe cabe nesta hora grave da vida do País. Cumpre-nos reafirmar nossa inalterável posição ao lado da legalidade constitucional. Não pactuaremos com golpes ou violências contra a ordem constitucional e contra as liberdades públicas. Se o atual regime não satisfaz, em muitos de seus aspectos, desejamos é o seu aprimoramento e não sua supressão, o que representaria uma regressão e o obscurantismo(…).
O resultado da resistência foi a ‘Solução de Compromisso” na qual Jango assumia a presidência do Brasil, mas aceitando um sistema parlamentarista. O golpe contra a democracia ficou para 1964.
Diferentemente dos dias de hoje, há 50 anos o Brasil vivia um turbilhão político institucional decorrente da renúncia do presidente Jânio Quadros. Populista, verdadeiro artista na arte ilusionista na política, Jânio Quadros após 7 meses de governo deixava mais um de seus inúmeros bilhetinhos avisando ao povo que abandonava o cargo de presidente. O resultado foi uma crise política, militar e institucional sobre a posse ou não do vice-presidente João Goulart. A partir de então, o país percorreu os caminhos da História que desembocaram no golpe de 64. A lição que fica é que, apesar de existir hoje um Estado democrático, sempre há os salvadores da pátria de plantão, prontos para oferecer soluções milagrosas, demagógicas e populistas contra os males que afligem o país.
A construção do Muro de Berlim completa 50 anos hoje, dia 13 de agosto de 2011. Iniciado na madrugada do dia 13 de agosto de 1961 pelo governo da Alemanha Oriental, com a poio da União Soviética e sob os olhares atônitos dos berlinenses, o Muro foi o maior símbolo da bipolaridade que o mundo vivia naqueles tempos de Guerra Fria.
O Muro não foi apenas uma obra para a autoafirmação da Alemanha Oriental, estado satélite da União Soviética, mas foi erguido para salvar este país de uma crise anunciada, já que Berlim havia se tornado uma porta aberta para o Ocidente e a fuga de mão de obra qualificada (cerca de 2 milhões de pessoas entre 1951 e 1961), já estava afetando negativamente sua economia. Ele cortava a cidade de Berlim em duas partes por aproximadamente 155 quilômetros no sentido norte-sul e ao redor de sua parte ocidental, não foi construído de uma única vez, mas ao longo de vinte e oito anos sem interrupção. Quando foi derrubado, em 1989, era um imenso complexo de segurança - que incluía campos minados, longas cercas de arame farpado, torres de guarda, cercas elétricas e outros dispositivos – que consumia grande parcela do PIB da Alemanha Oriental. Tudo isso para evitar que as pessoas fugissem em busca não só de melhores condições de vida, mas de liberdade. Centenas de pessoas foram mortas por isso, tentando escapar das privações e da constante vigilância de um Estado opressor.
Infelizmente, passados 50 anos, o mundo ainda não está livre de muros, como o da fronteira entre o México e os Estados Unidos, ou o que separa Israel da Cisjordânia, ou ainda, o que separa Índia e Paquistão. Ao contrário do que seus idealizadores imaginam, estes muros não trazem paz e segurança, mas apenas semeiam ódio e rancor, como o Muro de Berlim bem comprovou.
Pérsio Santiago
O site brasileiro da emissora de televisão alemã Deutshe Welle publicou hoje uma página especial, bem completa e precisa, sobre o Muro. O link segue abaixo.
No dia 26 de julho a Folha de S. Paulo publicou um artigo sobre o extremista (ou seria bandido?) que matou várias pessoas na Noruega há duas semanas. Segundo o jornal, o sujeito havia publicado um manifesto qualificando de catastrófico o “modelo de mistura de raças” (sic) adotado no Brasil, pois “a institucionalização da miscigenação resulta, segundo ele, em altos níveis de corrupção, falta de produtividade e em um conflito eterno entre várias culturas competitivas”.
Estas palavras certamente causam indignação em qualquer ser humano consciente. Mas a indignação maior vem do fato de que muitos brasileiros pensam desta forma. Acredito que a miscigenação étnica e cultural é o que o Brasil tem de melhor e ainda bem que somos reconhecidos por isso! E, para o azar dos simpatizantes do fascismo entre nós, a miscigenação é uma tendência inexorável.
Por outro lado, diante desta demosntração explícita de nazismo, é de se perguntar se os europeus não aprenderam nada com os horrores proporcionados pelos nazistas na Segunda Guerra e pelos sérvios nas guerras balcânicas da década de 1990…
Meus Queridos Alunos. Ao receber este vídeo imediatamente lembrei-me de vocês e das conversas que eu tive com vários de vocês. Este é um vídeo para fechar o semestre ou para abrir o 2ªº semestre. Serve para também lembrar aqueles que constantemente reclamam de tudo. Da vida, das aulas, das provas, das apostilas ou do fato de fazer revisão nas férias. Mas mais do que isso é um vídeo para pensar e se perguntar, quais são os meus sonhos? Para o que que eu vivo? Quanto da minha vontade eu colocado a serviço dos meus sonhos? Sonhar é muito bom, mas o mais importante é poder realizar estes sonhos!
O link que segue foi enviado pela Caroline Brunstein, da 3E1. Ela é arqueóloga quando não está estudando para entrar na Poli e desencavou um vídeo “educativo” que mostra a importância de Portugal para o mundo. Eu vi e conclui: o que seria do mundo sem os portugueses? Ou ainda: os portugueses estão a invadir o mundo, ó pá!!! Vocês sabiam que foram eles que introduziram as armas de fogo no Japão? Sim! Eles são os verdadeiros responsáveis pelo ataque a Pearl Harbor!!! (entre outras coisas “grandiosas”…). A explicação para este assombro segue abaixo:
“Eu estava assistindo o jornal um dia desses na televisão e passou uma materia sobre a crise portuguesa. Você sabe que eles tão pedindo dinheiro emprestado pra Uniao Europeia para poder sair da crise econômica que está acabando com o pais. Então, para o dinheiro ser liberado é necessário que todos os paises do bloco, como você sabe, votem a favor do emprestimo. Muitos já aceitaram, mas a Finlandia tinha se manifestado fortemente contra essa medida, mas para isso eles tinham que comprovar com um plebiscito a favor ou contra tal medida. Os governo portugues desesperado promoveu uma grande campanha para convencer os finlandeses a votar a favor.”
Comentários